Era uma vez um rapaz solteiro que tinha um aparta-
mento e um papagaio. Uma noite ele apareceu com uma
menina linda e começaram a jogar cartas. Aí, jogaram
pôquer, jogaram sueca, jogaram burro-em-pé, e o diabo.
E o papagaio ali, só prestando atenção. A moça era
linda, um corpo divino, uma maravilha de mulher. Lá
pelas tantas, os dois já estavam meio de pilequinho, e
o rapaz propôs um jogo novo: em cada rodada, quem
perdesse tirava uma peça de roupa. A moça topou, com
o maior entusiasmo. O rapaz embaralhou as cartas, e
já ia distribuir, quando o papagaio, com o olhão muito
arregalado, pulou no meio da sala e gritou:
- Carta pra três! Carta pra três!
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