Todo dia, era a mesma coisa. A Bichona passava em
frente daquela construção e o pedreiro da obra falava:
- Ai, bicha louca, viado, frangona.
E a boneca não deixava barato:
- Cala a boca, pedreiro burro, sujo, fedorento...
Até que, no carnaval, a bicha se fantasia e sai toda-toda,
rebolando a bundona. Quando passa pela construção o
pedreiro fica todo tesudo e brinca:
Vem cá, minha boneca fofa, coisinha linda.
E a bicha:
- Tô indo, meu arquiteto, tô indo.
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